crítica

Era uma vez… [Nos tempos de Gungunhana]

Nos tempos de gungun.

Nos tempos de Gungunhana. Textos originais: Ungulani Ba Ka Khosa. Criação e interpretação: Klemente Tsamba. Apoio e assistência criativa: Filipa Figueiredo, Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis Classificação etária: M/16.Duração: 60 minutos sem intervalo.

15 de Março, Sala-estúdio do Teatro Municipal Pax Júlia, Beja

FITA – Festival Internacional de Teatro do Alentejo

É com humor e descontração que se inicia a segunda semana do FITA, em Beja. Pela mão de Klemente Tsamba, é-nos apresentado um conjunto de histórias em torno do guerreiro da tribo tsonga Umbangananamani e seus amores.

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artigo, crítica, entrevista

Enquanto houver estrada para andar… [Sforzando]

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Sforzando. Concepção e encenação: Mafalda Saloio. Direcção musical: Maestro Adelino Mota e Maestro Carlos Pinto Pereira (Vila Real). Participação especial: Victor d’Andrade. Interpretação: Banda do Comércio e Indústria das Caldas da Rainha e Banda de Música Mateus (Vila Real). Desenho de luz, sonoplastia e coordenação técnica: Pedro Fonseca / colectivo.ac. Coordenação técnica no CCC: José Manuel Ramalho. Vídeo mapping: Marco Telmo Martins. Técnico de luz: Joana Coelho. Técnico de palco: Pedro Godinho. Técnico de som: João Nunes. Design gráfico: Patrícia Pinto. Fotografia cartaz: Gonçalo Bastos. Fotógrafo que acompanhou o projecto: Nuno Conceição. Fotografia (Vila Real): Eduarda Freitas e Paulo Araújo. Produção: Mafalda Saloio. Coprodução: Centro Cultural de Congressos das Caldas da Rainha.

Teatro de Vila Real, 19 de Novembro de 2016 

As portas da sala do Teatro de Vila Real abrem-se para acolher o público que aguarda ansiosamente para ver o espectáculo onde participam alguns moços da terra. Entre crianças e adultos, todos esperam para assistir a Sforzando: um encontro entre música e teatro. O espectáculo de Mafalda Saloio é uma das criações[i] desenvolvidas no âmbito da residência artística 2014/2015, no Centro de Congressos das Caldas da Rainha, trazido agora a Vila Real com a participação da Banda Mateus (banda filarmónica local). Este trabalho, marcadamente dedicado à construção artística com a comunidade, demonstra uma preocupação atenta e respeitosa das práticas que habitualmente colocamos nas franjas da criação e encaramos como exercícios mais do que como objectos artísticos.

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crítica, recensão

“Uma vagem antes de ser ervilha” [Noite de Reis ou como lhe queiram chamar]

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NOITE DE REIS ou como lhe queiram chamar. Texto original Twelft Night, or What You Will, de William Shakespeare. Tradução António M. Feijó. Encenação Luís Moreira. Interpretação Alice Medeiros; Frederico Coutinho; Joana Chandelier; José Mateus; José Redondo; Paulo Duarte Ribeiro; Rui Westermann; Sandra Pereira e Victor Yovani. Cenografia e figurinos Luna Rebelo. Apoio ao Movimento Joana Chandelier. Apoio à Produção José Pimentão. Operação de Luz: Rita Louzeiro. Uma produção Espaço em Branco. Apoio Largo Residências, Primeiros Sintomas, Teatro do Bairro.

 

Teatro do Bairro, Lisboa, 12 de Janeiro de 2017 

E eis que começa 2017 com inúmeros espectáculos de jovens grupos e de diferentes criadores, iniciando o novo ano de forma promissora. Estreiam-se novas Companhias, as antigas apresentam os seus mais recentes trabalhos, e entre uns e outros verifica-se que, desde os mais novos até aos veteranos, permanece a predilecção pela encenação de autores dramáticos clássicos.

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crítica

“O amor mais quente tem o mais gelado fim” (Sócrates) [A última noite de Giacomo Casanova]

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A última noite de Giacomo Casanova. Encenação e interpretação: Mario Mattia Giorgetti. Cenário e figurinos: Tiziana Gagliardi. Tradução Sanda Visan.

 

Cluj-Napoca, Roménia, Teatro Nacional de Cluj-Napoca, Sala Euphorion,

29 de Novembro de 2016

No seguimento dos espectáculos presentes na 5ª edição do Festival Internacional de Teatro Interferências, realizada de 26 de Novembro a 4 de Dezembro em Cluj-Napoca, na Roménia, este ano sob o tema “Stranger Odyssey” foi apresentado A Última Noite de Giacomo Casanova, um monólogo da autoria do encenador italiano Mario Mattia Giorgetti.

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crítica

Medeia Multimédia: “Quem controla os media, controla a mente” (Jim Morrison) [Medea on media.]

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Medea on media. Encenação: Kim Hyuntak. Assistente de encenação: Cho Seo Hee. Interpretação: Kim Mi Ok, Kim Myong Sub, Lee Jin Sung, Heo Sol, Kim Min Sung, Anupam Tripathi, Kim Jim-a, Lee Song Hee. Director técnico: Suh Jiwon. Director de cena: Ji Deahyeon. Tradutor: Hwang Dongwoo.

 Cluj-Napoca, Roménia, Sala Estúdio, 27 de Novembro de 2016

A 5ª edição do Festival Internacional de Teatro Interferências, realizada de 26 de Novembro a 4 de Dezembro em Cluj-Napoca, na Roménia, reuniu participantes e várias experiências artísticas de todo o mundo. Este festival é sempre erigido sob um tema específico, que determina o tipo de espectáculos que são apresentados em cada edição do Interferências. Este ano o tema escolhido foi “Stranger Odyssey”. Tendo como cenário a feira de Natal, as ruas cheias de luzes, o Dia Nacional da Roménia e alguma neve, o festival apresentou um programa rico em conferências, seminários, espectáculos e performances, para além de muitas entrevistas e conversas mais ou menos informais com actores e encenadores de renome internacional. Foi este contexto da apresentação de Medea on media, um espectáculo que veio da Coreia do Sul com o grupo Seongbukdong Beedoolkee.

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crítica, teatro para a infância

A espécie Palcus Habitantis Criativus [A Origem das Espécies]

A Origem das Espécies. Criação e interpretação: Carla Maciel, Crista Alfaiate, Marco Paiva, Paula Diogo. Cenografia: F. Ribeiro. Figurinos: Catarina Graça. Desenho de som Miguel Lima. Desenho de luz: Nuno Meira. Assistente de desenho de luz: Cárin Geada. Música original e sonoplastia: Bruno Pernadas. Vídeo Mário Melo Costa. Apoio à dramaturgia Gonçalo Waddington. Apoio ao movimento Vânia Rovisco. Produção: TNDM II. Parceria: Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Apoios: Restart, Teatro da Trintade – Fundação Inatel, Lisbon Film Commission – Câmara Municipal de Lisboa.

Teatro D. Maria II, Sala Garrett, 4 de Dezembro de 2016

A Origem das Espécies (1859) é a obra da autoria de Charles Darwin que funda uma teoria evolutiva e relacional para a origem e variedade das criaturas que habitam a Terra. As viagens pelo mundo que o biólogo britânico concretizou, sobretudo aquelas em que seguiu a bordo do navio Beagle capitaneado por Robert FitzRoy entre 1831 e 1836, permitiram-lhe a análise científica cuidada de uma infinidade de seres um pouco por todo o lado, sobretudo na América do Sul. As conclusões que Darwin reúne na sua obra são, ainda hoje, tidas como a tese mais popular e convincente sobre a origem e diversidade de espécies da Terra.

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crítica

O corvo, a raposa e a morte [Kitsune]

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Kitsune. Encenação e cenografia: Rui Queiroz de Matos, Júlio Vanzeler.Marionetas e ilustração: Júlio Vanzeler. Figurinos: Patrícia Valente. Música: Pedro Cardoso. Desenho de luz: Filipe Azevedo. Interpretação: Micaela Soares, Rui Queiroz de Matos, Vitor Gomes. Produção: Sofia Carvalho. Design gráfico e assistência de produção: Pedro Ramos. Operação de luz e som: Filipe Azevedo. Técnicos de construção: João Pedro Trindade, Rosário Matos. Construção de figurinos: Carla Pereira. Fotografia de cena: Susana Neves. Co-produção: Teatro de Marionetas do Porto, CineTeatro Constantino Nery Teatro de Marionetas do Porto.

Teatro Rivoli, 20 de Outubro de 2016

FIMP – Festival Internacional de Marionetas do Porto

 

 

Vem do Oriente a mais recente criação das Marionetas do Porto. “Kitsune”, que significa “raposa” em japonês, desafia-nos a uma reflexão sobre a morte que é acima de tudo um elogio da vida e um convite para restaurar rituais. Na dança Butô, a ideia de aceitação da morte surge como princípio fundador, tal como nas artes marciais: aceitar a morte antes de entrar em cena para não se preocupar com ela durante a acção. “Olhar a morte nos olhos, servir-lhe uma sopa quente e dar-lhe a mão” é a divisa deste espectáculo.

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