crítica

Pessoa visto de fora [Los cinco entierros de Pessoa]

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Los cinco entierros de Pessoa, de Juan Carlos Moyano. Direcção: Juan Carlos Moyano. Elenco: Mario Hernán Miranda Portilla, Carlos David Rosero Montenegro, Clara Inés Ariza Monedero, Estefanía Torres Ruge, Stephany Rugelis Charry, Yuly Esperanza Rosero Morales. Composição musical: David Díaz. Desenho de luzes: Giovanny López. Técnico de som: Jonathan Martínez Peña. Desenho de guarda-roupa e máscaras: Carlos Rojas. Direcção artística: Juan Sebastian Moyano (Sol Baltazar). Elaboração de guarda-roupa: Jacqueline Rojas Cardozo. Co-produção: Lendias d’Encantar, Teatro D’Dos (Cuba). Teatro Tierra, Colômbia.

Teatro Pax Júlia (Sala Principal), Beja, 16 de Março de 2017

FITA ’17 – Festival Internacional de Teatro do Alentejo (4ª Edição)

 

Apresentado como um “drama de heterónimos e fantasmas”, da autoria de Juan Carlos Moyano, Os cinco enterros de Pessoa inicia-se com uma suposta crise de delirium tremens que Pessoa terá sofrido na última visita que fez à sua meia-irmã, Henriqueta Madalena, pouco antes de morrer. É, portanto, num quadro de delírio antes da morte que se assiste à revisitação fragmentada de momentos-chave da sua biografia, ao seu encontro com os fantasmas da avó Dionísia, da tia Anica e de sua mãe, bem como a uma série de diálogos entre Pessoa ortónimo e heterónimos e a momentos concretos da história de Portugal que, juntamente com uma breve incursão pelo sebastianismo e ocultismo, tentam caracterizar, ainda que de forma um pouco superficial, o complexo universo pessoano. Este espectáculo, inspirado pelo poema Los cinco entierros de Pessoa de Juan Manuel Roca, pretende ser uma porta de entrada para a obra e vida do poeta, recorrendo a um desfilar de personagens – Pessoa, Reis, Caeiro, Campos, Bernardo Soares, Alexander Search, Ofélia, entre outros…– que culmina no enterro múltiplo e conjunto de Fernando Pessoa e seus heterónimos.

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APCT

PRÉMIO DA CRÍTICA 2016

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Realiza-se no próximo dia 7 de Abril, sexta-feira, às 19h00 no Átrio do Teatro Nacional D. Maria II a entrega do Prémio da Crítica e das Menções Especiais relativas ao teatro que se fez em Portugal no ano de 2016.

Júri: João Carneiro | Helena Simões | Gonçalo Frota | Francesca Rayner | Maria Helena Serôdio

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crítica

Era uma vez… [Nos tempos de Gungunhana]

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Nos tempos de Gungunhana. Textos originais: Ungulani Ba Ka Khosa. Criação e interpretação: Klemente Tsamba. Apoio e assistência criativa: Filipa Figueiredo, Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis Classificação etária: M/16.Duração: 60 minutos sem intervalo.

15 de Março, Sala-estúdio do Teatro Municipal Pax Júlia, Beja

FITA – Festival Internacional de Teatro do Alentejo

É com humor e descontração que se inicia a segunda semana do FITA, em Beja. Pela mão de Klemente Tsamba, é-nos apresentado um conjunto de histórias em torno do guerreiro da tribo tsonga Umbangananamani e seus amores.

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artigo, crítica, entrevista

Enquanto houver estrada para andar… [Sforzando]

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Sforzando. Concepção e encenação: Mafalda Saloio. Direcção musical: Maestro Adelino Mota e Maestro Carlos Pinto Pereira (Vila Real). Participação especial: Victor d’Andrade. Interpretação: Banda do Comércio e Indústria das Caldas da Rainha e Banda de Música Mateus (Vila Real). Desenho de luz, sonoplastia e coordenação técnica: Pedro Fonseca / colectivo.ac. Coordenação técnica no CCC: José Manuel Ramalho. Vídeo mapping: Marco Telmo Martins. Técnico de luz: Joana Coelho. Técnico de palco: Pedro Godinho. Técnico de som: João Nunes. Design gráfico: Patrícia Pinto. Fotografia cartaz: Gonçalo Bastos. Fotógrafo que acompanhou o projecto: Nuno Conceição. Fotografia (Vila Real): Eduarda Freitas e Paulo Araújo. Produção: Mafalda Saloio. Coprodução: Centro Cultural de Congressos das Caldas da Rainha.

Teatro de Vila Real, 19 de Novembro de 2016 

As portas da sala do Teatro de Vila Real abrem-se para acolher o público que aguarda ansiosamente para ver o espectáculo onde participam alguns moços da terra. Entre crianças e adultos, todos esperam para assistir a Sforzando: um encontro entre música e teatro. O espectáculo de Mafalda Saloio é uma das criações[i] desenvolvidas no âmbito da residência artística 2014/2015, no Centro de Congressos das Caldas da Rainha, trazido agora a Vila Real com a participação da Banda Mateus (banda filarmónica local). Este trabalho, marcadamente dedicado à construção artística com a comunidade, demonstra uma preocupação atenta e respeitosa das práticas que habitualmente colocamos nas franjas da criação e encaramos como exercícios mais do que como objectos artísticos.

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crítica, recensão

“Uma vagem antes de ser ervilha” [Noite de Reis ou como lhe queiram chamar]

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NOITE DE REIS ou como lhe queiram chamar. Texto original Twelft Night, or What You Will, de William Shakespeare. Tradução António M. Feijó. Encenação Luís Moreira. Interpretação Alice Medeiros; Frederico Coutinho; Joana Chandelier; José Mateus; José Redondo; Paulo Duarte Ribeiro; Rui Westermann; Sandra Pereira e Victor Yovani. Cenografia e figurinos Luna Rebelo. Apoio ao Movimento Joana Chandelier. Apoio à Produção José Pimentão. Operação de Luz: Rita Louzeiro. Uma produção Espaço em Branco. Apoio Largo Residências, Primeiros Sintomas, Teatro do Bairro.

 

Teatro do Bairro, Lisboa, 12 de Janeiro de 2017 

E eis que começa 2017 com inúmeros espectáculos de jovens grupos e de diferentes criadores, iniciando o novo ano de forma promissora. Estreiam-se novas Companhias, as antigas apresentam os seus mais recentes trabalhos, e entre uns e outros verifica-se que, desde os mais novos até aos veteranos, permanece a predilecção pela encenação de autores dramáticos clássicos.

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crítica

“O amor mais quente tem o mais gelado fim” (Sócrates) [A última noite de Giacomo Casanova]

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A última noite de Giacomo Casanova. Encenação e interpretação: Mario Mattia Giorgetti. Cenário e figurinos: Tiziana Gagliardi. Tradução Sanda Visan.

 

Cluj-Napoca, Roménia, Teatro Nacional de Cluj-Napoca, Sala Euphorion,

29 de Novembro de 2016

No seguimento dos espectáculos presentes na 5ª edição do Festival Internacional de Teatro Interferências, realizada de 26 de Novembro a 4 de Dezembro em Cluj-Napoca, na Roménia, este ano sob o tema “Stranger Odyssey” foi apresentado A Última Noite de Giacomo Casanova, um monólogo da autoria do encenador italiano Mario Mattia Giorgetti.

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crítica

Medeia Multimédia: “Quem controla os media, controla a mente” (Jim Morrison) [Medea on media.]

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Medea on media. Encenação: Kim Hyuntak. Assistente de encenação: Cho Seo Hee. Interpretação: Kim Mi Ok, Kim Myong Sub, Lee Jin Sung, Heo Sol, Kim Min Sung, Anupam Tripathi, Kim Jim-a, Lee Song Hee. Director técnico: Suh Jiwon. Director de cena: Ji Deahyeon. Tradutor: Hwang Dongwoo.

 Cluj-Napoca, Roménia, Sala Estúdio, 27 de Novembro de 2016

A 5ª edição do Festival Internacional de Teatro Interferências, realizada de 26 de Novembro a 4 de Dezembro em Cluj-Napoca, na Roménia, reuniu participantes e várias experiências artísticas de todo o mundo. Este festival é sempre erigido sob um tema específico, que determina o tipo de espectáculos que são apresentados em cada edição do Interferências. Este ano o tema escolhido foi “Stranger Odyssey”. Tendo como cenário a feira de Natal, as ruas cheias de luzes, o Dia Nacional da Roménia e alguma neve, o festival apresentou um programa rico em conferências, seminários, espectáculos e performances, para além de muitas entrevistas e conversas mais ou menos informais com actores e encenadores de renome internacional. Foi este contexto da apresentação de Medea on media, um espectáculo que veio da Coreia do Sul com o grupo Seongbukdong Beedoolkee.

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