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Sentir a terra a mexer [Celui qui tombe]

Yoann Bourgeois FIMFA Lx17_0176©Géraldine Aresteanu

Celui qui tombe. Yoann Bourgeois, CCN2 – Centre Choréographique National de Grenoble. Concepção, encenação e cenografia: Yoann Bourgeois. Assistido por: Marie Fonte. Intérpretes: Mathieu Bleton, Julien Cramillet, Marie Fonte, Dimitri Jourde, Elise Legros, Vania Vaneau. Luz: Adèle Grépinet. Som: Antoine Garry. Figurinos: Ginette. Construção cenográfica: Nicolas Picot, Pierre Robelin, Cénic Constructions. Director técnico: David Hanse. Direcção de cena: Alexis Rostain. Operação de luz: Magali Larché. Operação de som: Benoît Marchand. Fotografias: Géraldine Aresteanu. Produção delegada: CCN2 – Centre Chorégraphique National de Grenoble – Direcção Yoann Bourgeois e Rachid Ouramdane. Co-produções: Cie Yoann Bourgeois, MC2: Grenoble, Biennale de la danse de Lyon, Théâtre de la Ville, Paris, Maison de la Culture de Bourges, L’hippodrome, Scène Nationale de Douai, Le Manège de Reims, Scène Nationale, Le Parvis, Scène Nationale de Tarbes Pyrénées, Théâtre du Vellein, La brèche, Pôle national des arts du cirque de Basse-Normandie / Cherbourg-Octeville, Théâtre National de Bretagne-Rennes. Residência de criação: MC2: Grenoble, La Brèche – Pôle national des arts du cirque de Basse-Normandie/Cherbourg-Octeville. Especialista de projecto e construção: Ateliers de la Maison de la Culture de Bourges, Cenic Constructions, C3 Sud Est.. Apoios: ADAMI, SPEDIDAM, PETZL .Apoio à criação: DGCA. Yoann Bourgeois tem o apoio da Fondation BNP Paribas para o desenvolvimento dos seus projectos e está em residência territorial em Capi-Théâtre du Vellein. O CCN2 é financiado por Drac Auvergne – Rhône-Alpes/Ministère de la Culture et de la Communication, Ville de Grenoble, Département de l’Isère, Région Auvergne-Rhône-Alpes e é apoiado pelo Institut français. Co-apresentação: Teatro Municipal do Porto – Rivoli. Campo Alegre e São Luiz Teatro Municipal. Técnica: Novo circo. Idioma: Sem palavras. Público-alvo: +8. Duração: 65 min. Apoio à apresentação: Institut Français du Portugal, em parceria com o Institut Français em Paris, no âmbito do foco sobre a criação contemporânea francesa em 2017.

21 de Maio de 2017, São Luiz Teatro Municipal – Sala Luís Miguel Cintra

FIMFA – Festival Internacional de Marionetas e formas Animadas

Cair é uma das primeiras aprendizagens do ser humano no momento da aquisição da marcha, etapa de conquista da verticalidade e controlo do equilíbrio. Embora associado à ideia de aprendizagem, o verbo cair surge sobretudo como sinónimo de fracasso ou acidente. Na Bíblia, a Queda significa a transição de um estado de inocência e obediência para um estado de culpa e irreverência. Yoann Bourgeois é um artista de circo, habituado a gerir o equilíbrio e a vertigem que se interessou pela queda, desenvolvendo desde 2010, trabalhos de criação a propósito da noção de “ponto de suspensão”, iniciados com os espetáculos L’art de la fugue (2011) e Jeunes pousses (2012) aos quais se seguiu um conjunto de quatro peças curtas sob o título Tentatives d’approches d’un point de suspension.

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Movidos pelo vento [L’Après-Midi d’un Foehn – version 1]

Phia Ménard-Cie Non Nova 2©Jean-Luc Beaujault

L’Après-Midi d’un Foehn – version 1, Phia Ménard – Cie Non Nova. Direcção artística, coreografia e cenografia: Phia Ménard Assistida por: Jean-Luc Beaujault Interpretação: Jean-Louis Ouvrard Composição sonora: Ivan Roussel, a partir da obra de Claude Debussy Direcção Técnica: Olivier Gicquiaud Concepção de marionetas: Phia Ménard, com construção de Claire Rigaud Operação de som: Mateo Provost Co-directora, administração e difusão: Claire Massonnet Produção: Clarisse MérotComunicação: Adrien Poulard Fotografias: Jean-Luc Beaujault Apoios: Institut Français, Fondation BNP Paribas. A Compagnie Non Nova é convencionada pelo Ministère de la Culture et de la Communication – DRAC des Pays de la Loire, Conseil Régional des Pays de la Loire, Conseil Général de Loire-Atlantique, Ville de Nantes. A companhia está sediada em Nantes. A Compagnie Non Nova / Phia Ménard é artista associada ao Espace Malraux / Scène Nationale de Chambéry et de la Savoie, ao Théâtre Nouvelle Génération – Centre Dramatique National de Lyon e ao Centre chorégraphique national de Caen, Normandia Técnica: Manipulação de matérias Idioma: Sem palavras Público-Alvo: +5 Duração: 25 min. Apoio à apresentação: Institut Français du Portugal, em parceria com o Institut Français em Paris, no âmbito do foco sobre a criação contemporânea francesa em 2017

São Luiz Teatro Municipal – Sala Mário Viegas, 21 de Maio

FIMFA ’17 – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas

 

O sopro do vento era ardente como se a casa estivesse no meio de um braseiro. Está amanhecendo e o sol está longe, tem brisa na campina, cascata, orvalho gelado deslizando na corola, chuva fina no meu cabelo, a montanha e o vento, todos os ventos soprando. Os ventos.

Lygia Fagundes Telles

O vento Föhn é um fenómeno que ocorre quando o vento passa por uma região montanhosa em alturas de condensação e precipitação no topo da montanha. O vento eleva-se absorvendo o vapor da água, descendo a encosta da montanha mais seco e mais quente. L’après-midi d’un Foehn apresenta-nos um ballet de sacos de plástico inspirado nas diferentes versões de L’après-midi d’un Faune, a primeira em poema por Mallarmé com ilustrações de Manet, que motivou uma escultura de Gauguin oferecida ao poeta, o prelúdio de Debussy e o bailado de Nijinsky com o mesmo título. No espetáculo de Phia Ménard o fauno é substituído pelo vento Föhn, sendo o primeiro trabalho que a artista nomeou na trilogia “Peças do vento”, um projeto de criação sobre elementos primordiais e os seus modos de transformação da matéria. O vento sucede a um conjunto de espetáculos dedicados ao gelo, seguindo-se posteriormente o ciclo de “Peças da água e do vapor”. Nesta trilogia do vento, as matérias passam a ganhar vida através do elemento mais associado à nossa condição vital: o ar, o sopro, a respiração.

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Uma tenda, dois saltimbancos, algumas marionetas e um cão [Bêtes de Foire – Petit Théâtre de Gestes]

Bêtes de Foire FIMFA Lx17_4©Lionel Pesqué.jpg

Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, 13 de Maio

FIMFA 2017

Bêtes de Foire-Petit Théâtre de Gestes,  Petit Théâtre de Gestes. Concepção: Laurent Cabrol, Elsa De Witte Na pista: Laurent Cabrol, Elsa De Witte, Sokha Cenografia: Laurent Cabrol, Elsa De Witte, assistidos por Fred Sintomer Escultura das personagens: Steffie Bayer Construção das personagens: Ana Mano, Thierry Grand Criação musical: Mathias Imbert, Natacha Muet, Piéro Pépin, Eric Walspeck Desenho de som: Francis Lopez Desenho de luz: Hervé Dilé, Fabien Viviani Bancada: Fred Sintomer Agradecimentos: Antonin Bernier, Laurent Bonnard, To Quintas, Nino/Amalia/Mélinée Administração: Les Thérèses Fotografias: Lionel Pesqué, Philippe Laurençon, Vincent Muteau Produção: Bêtes de Foire – Petit Théâtre de Gestes / Association Z’Alegria Co-produção: Scène Nationale d’Albi, Derrière le Hublot, Capdenac Apoios: Drac Midi-Pyrénées, Conseil régional Midi-Pyrénées Técnica: Circo, teatro de objectos, dança e marionetas Idioma: Sem Palavras Público-Alvo: +8 Duração:60min. Em parceria com: Museu de Lisboa, Programação em Espaço Público e São Luiz Teatro Municipal Apoio à apresentação: Institut Français du Portugal, em parceria com o Institut Français em Paris, no âmbito do foco sobre a criação contemporânea francesa em 2017.

“Homem elástico, equilibristas do impossível, malabarista com três cabeças e quatro mãos” são alguns dos números excecionais anunciados à entrada da tenda de Bêtes de Foire, uma viagem em que recuamos aos circos tradicionais dos teatros de feira. Entramos nesse circo resgatado no tempo que acolhia os que pela sua desmesura e excentricidade não cabiam noutro lugar, o mesmo circo de banidos que atraiu Fellini em La strada. A arena onde se exibiam os excêntricos, figuras deformadas, capazes de proezas, rompendo com as leis da anatomia, homens elásticos, corpos monstruosos, animais domesticados. Os incríveis, os extraordinários, os espantosos, os prodigiosos, os excecionais. Todos os que escapavam à realidade, ao banal, às normas; personagens das margens, capazes de causar o maior fascínio, espanto e estranheza.

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Matrioskas de papel a atarantar [Este não é o nariz de Gogol, mas podia ser…com um toque de Jacques Prévert]

gogol

Este não é o nariz de Gogol, mas podia ser…com um toque de Jacques Prévert, de A Tarumba – Teatro de Marionetas. Direcção artística, construção e actores-manipuladores: Luís Vieira e Rute Ribeiro Adaptação e textos: Rute Ribeiro Produção executiva: Daniela Matos Fotografias: Alípio Padilha Apoios e parcerias: Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC Estrutura Financiada por: República Portuguesa – Ministério da Cultura / DGArtes Técnica: Figuras de papel e objectos Idioma: Português Público-alvo: +8 Duração: 40 min.

Livraria Ferin, 16 de Maio, 21h

FIMFA Lx 17

Se Tarumba significa atarantar é sobretudo pelo riso irreverente e libertador que nos ajuda a despertar e a reparar por onde andamos, guiados por uma panóplia de figuras onde o nonsense e o real se misturam. Misturar parece ser aliás a divisa desta criação da Tarumba, numa manta de retalhos que joga com as formas, combinando cabeças com troncos alheios e pernas que não pertenciam a esses corpos. Combinar matérias e pensar em novas maneiras de articular e representar o corpo faz parte do caminho das suas vidas de marionetistas. Desse gosto por cadavres exquis resultou uma colagem de Gogol com Jacques Prévert, entre outras personagens que se combinam e articulam umas com as outras, em figuras de papel que se vão transformando, revelando novas formas de representação, como matrioskas que se abrem para descobrir quem mais se esconde ali.

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Fora de cena, fora de foco. Divas, vedetas e tipos normais [TEATRO DELUSIO]

Teatro Delusio

TEATRO DELUSIO, de FAMILIE FLOZ. Concepção: Paco González, Björn Leese, Hajo Schüler, Michael Vogel Intérpretes: Sebastian Kautz, Daniel Matheus, Dana Schmidt Encenação e cenografia: Michael Vogel Máscaras: Hajo Schüler Figurinos: Eliseu R. Weide Desenho de som: Dirk Schröder Desenho de luz: Reinhard Hubert Direcção de Produção: Gianni Bettucci Técnicos de luz: Sylvain Faye, Max Rux Técnicos de som: Florian Mönks, Thomas Wacker Fotografias: Gabriele Zucca, Pierre Borrasci, Simona Boccedi, Valeria Tomasulo Co-produção: Familie Flöz, Arena Berlin, Theaterhaus Stuttgart Técnica: Máscaras e marionetas Idioma: Sem palavras Público-Alvo: +8 Duração: 80 min.

Teatro Maria Matos, 11 de Maio 21h30
Espectáculo de Abertura do FIMFA 2017

Un vieux Shylock attendant, tout grimé, dans la coulisse, le moment d’entrer en scène.
Proust

Je veux passer dans la coulisse, de l’autre côté du décor, connaître enfin ce qui se cache, cela fût-il affreux.
Gide

 

Os marionetistas trabalharam durante muito tempo na penumbra, dando protagonismo às matérias e corpos fictícios que animavam, recolhidos e encaixados em castelets. Os técnicos costumam também situar-se em lugares de penumbra, entre bastidores e zonas ocultas ao público. No espectáculo Teatro Delusio que inaugurou o FIMFA 2017, os bastidores são transladados para o palco e os técnicos ocupam a cena, estreando-se como protagonistas. A ideia surgiu durante uma tournée em Itália, num dia de folga para os actores da Familie Floz em que se surpreenderam a observar os técnicos a trabalhar. Mostrar em cena o que normalmente não se vê foi a primeira motivação para este trabalho.

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O corvo, a raposa e a morte [Kitsune]

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Kitsune. Encenação e cenografia: Rui Queiroz de Matos, Júlio Vanzeler.Marionetas e ilustração: Júlio Vanzeler. Figurinos: Patrícia Valente. Música: Pedro Cardoso. Desenho de luz: Filipe Azevedo. Interpretação: Micaela Soares, Rui Queiroz de Matos, Vitor Gomes. Produção: Sofia Carvalho. Design gráfico e assistência de produção: Pedro Ramos. Operação de luz e som: Filipe Azevedo. Técnicos de construção: João Pedro Trindade, Rosário Matos. Construção de figurinos: Carla Pereira. Fotografia de cena: Susana Neves. Co-produção: Teatro de Marionetas do Porto, CineTeatro Constantino Nery Teatro de Marionetas do Porto.

Teatro Rivoli, 20 de Outubro de 2016

FIMP – Festival Internacional de Marionetas do Porto

 

 

Vem do Oriente a mais recente criação das Marionetas do Porto. “Kitsune”, que significa “raposa” em japonês, desafia-nos a uma reflexão sobre a morte que é acima de tudo um elogio da vida e um convite para restaurar rituais. Na dança Butô, a ideia de aceitação da morte surge como princípio fundador, tal como nas artes marciais: aceitar a morte antes de entrar em cena para não se preocupar com ela durante a acção. “Olhar a morte nos olhos, servir-lhe uma sopa quente e dar-lhe a mão” é a divisa deste espectáculo.

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Espectadores cúmplices e reféns [À procura de Lem]

 

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À procura de Lem. Teatro de Ferro. Encenação e cenografia: Igor Gandra. Dramaturgia e realização: Saguenail. Texto: Regina Guimarães. Música e Sonoplastia: Hélder Marciano, Igor Gandra. Caracterização e efeitos especiais: Ricardo Graça, Júlio Alves. Vídeo de cena, imagem e edição: Riot Films.Desenho de luz: Teatro de Ferro, Mariana Figueroa. Interpretação: Carla Veloso, Dóris Marcos, Igor Gandra, Igor Silva, João César, Rita Trigo, Viriato Morais. Oficina de construção: Hernâni Miranda (coordenação e realização plástica), Américo Castanheira, Ana Ferreira(costura), Luísa Natário, Pedro Esperança, Carlota Gandra, Daniel Cardoso (estagiário – Escola Profissional do Centro Juvenil de Campanhã), João César e Igor Silva (estagiários – Chapitô). Co-produção: CCB / Fábrica das Artes e Teatro Municipal do Porto. Agradecimentos:Susana Veloso, Bohdan Sebestik, Freddy Dejonghe, Robert Glassburner, Sítio do Cano Amarelo.

 

Teatro do Campo Alegre, 15 de Outubro 2016

FIMP – Festival Internacional de Marionetas do Porto

À procura de Lem inspira-se na obra do escritor polaco Stanislaw Lem (1921-2006) que deu origem a criações cinematográficas como “Solaris” (a de Andrei Tarkovski e a de Steven Soderbergh), «eXistenZ» de David Cronenberg e «Matrix» de Les Wachowski. É então no plano da ficção científica que se situa este espectáculo do Teatro de Ferro, lançando “questões filosóficas e éticas muito variadas – do lugar da humanidade no universo ao desespero do homem confrontado com as suas limitações”, lemos na folha de sala.

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