crítica, recensão

“Uma vagem antes de ser ervilha” [Noite de Reis ou como lhe queiram chamar]

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NOITE DE REIS ou como lhe queiram chamar. Texto original Twelft Night, or What You Will, de William Shakespeare. Tradução António M. Feijó. Encenação Luís Moreira. Interpretação Alice Medeiros; Frederico Coutinho; Joana Chandelier; José Mateus; José Redondo; Paulo Duarte Ribeiro; Rui Westermann; Sandra Pereira e Victor Yovani. Cenografia e figurinos Luna Rebelo. Apoio ao Movimento Joana Chandelier. Apoio à Produção José Pimentão. Operação de Luz: Rita Louzeiro. Uma produção Espaço em Branco. Apoio Largo Residências, Primeiros Sintomas, Teatro do Bairro.

 

Teatro do Bairro, Lisboa, 12 de Janeiro de 2017 

E eis que começa 2017 com inúmeros espectáculos de jovens grupos e de diferentes criadores, iniciando o novo ano de forma promissora. Estreiam-se novas Companhias, as antigas apresentam os seus mais recentes trabalhos, e entre uns e outros verifica-se que, desde os mais novos até aos veteranos, permanece a predilecção pela encenação de autores dramáticos clássicos.

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crítica

“O amor mais quente tem o mais gelado fim” (Sócrates) [A última noite de Giacomo Casanova]

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A última noite de Giacomo Casanova. Encenação e interpretação: Mario Mattia Giorgetti. Cenário e figurinos: Tiziana Gagliardi. Tradução Sanda Visan.

 

Cluj-Napoca, Roménia, Teatro Nacional de Cluj-Napoca, Sala Euphorion,

29 de Novembro de 2016

No seguimento dos espectáculos presentes na 5ª edição do Festival Internacional de Teatro Interferências, realizada de 26 de Novembro a 4 de Dezembro em Cluj-Napoca, na Roménia, este ano sob o tema “Stranger Odyssey” foi apresentado A Última Noite de Giacomo Casanova, um monólogo da autoria do encenador italiano Mario Mattia Giorgetti.

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crítica

Medeia Multimédia: “Quem controla os media, controla a mente” (Jim Morrison) [Medea on media.]

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Medea on media. Encenação: Kim Hyuntak. Assistente de encenação: Cho Seo Hee. Interpretação: Kim Mi Ok, Kim Myong Sub, Lee Jin Sung, Heo Sol, Kim Min Sung, Anupam Tripathi, Kim Jim-a, Lee Song Hee. Director técnico: Suh Jiwon. Director de cena: Ji Deahyeon. Tradutor: Hwang Dongwoo.

 Cluj-Napoca, Roménia, Sala Estúdio, 27 de Novembro de 2016

A 5ª edição do Festival Internacional de Teatro Interferências, realizada de 26 de Novembro a 4 de Dezembro em Cluj-Napoca, na Roménia, reuniu participantes e várias experiências artísticas de todo o mundo. Este festival é sempre erigido sob um tema específico, que determina o tipo de espectáculos que são apresentados em cada edição do Interferências. Este ano o tema escolhido foi “Stranger Odyssey”. Tendo como cenário a feira de Natal, as ruas cheias de luzes, o Dia Nacional da Roménia e alguma neve, o festival apresentou um programa rico em conferências, seminários, espectáculos e performances, para além de muitas entrevistas e conversas mais ou menos informais com actores e encenadores de renome internacional. Foi este contexto da apresentação de Medea on media, um espectáculo que veio da Coreia do Sul com o grupo Seongbukdong Beedoolkee.

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crítica, teatro para a infância

A espécie Palcus Habitantis Criativus [A Origem das Espécies]

A Origem das Espécies. Criação e interpretação: Carla Maciel, Crista Alfaiate, Marco Paiva, Paula Diogo. Cenografia: F. Ribeiro. Figurinos: Catarina Graça. Desenho de som Miguel Lima. Desenho de luz: Nuno Meira. Assistente de desenho de luz: Cárin Geada. Música original e sonoplastia: Bruno Pernadas. Vídeo Mário Melo Costa. Apoio à dramaturgia Gonçalo Waddington. Apoio ao movimento Vânia Rovisco. Produção: TNDM II. Parceria: Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Apoios: Restart, Teatro da Trintade – Fundação Inatel, Lisbon Film Commission – Câmara Municipal de Lisboa.

Teatro D. Maria II, Sala Garrett, 4 de Dezembro de 2016

A Origem das Espécies (1859) é a obra da autoria de Charles Darwin que funda uma teoria evolutiva e relacional para a origem e variedade das criaturas que habitam a Terra. As viagens pelo mundo que o biólogo britânico concretizou, sobretudo aquelas em que seguiu a bordo do navio Beagle capitaneado por Robert FitzRoy entre 1831 e 1836, permitiram-lhe a análise científica cuidada de uma infinidade de seres um pouco por todo o lado, sobretudo na América do Sul. As conclusões que Darwin reúne na sua obra são, ainda hoje, tidas como a tese mais popular e convincente sobre a origem e diversidade de espécies da Terra.

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crítica

Prima Donna [Alla Prima]

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Alla Prima. Criação e interpretação: Tiago Cadete. Consultor de História de Arte: Raphael Fonseca. Figurinos: Carlota Lagido. Assistente de Projecto: Bernardo Almeida. Director Técnico: Nuno Patinho. Colaboradores voz-off: Priscila Maia, Raphael Fonseca, Raquel André, Sueli Do Sacramento, Jonas Arrabal, Victor Dias, Laura Arbex, Felipe Abdala, Isabel Martins, Julia Arbex, Breno de Faria, Leandra Espírito Santo e Daniela Seixas. Fotos de documentação: Victor Dias. Fotografia de Cena: José Carlos Duarte e Luís Martins. Assessoria de imprensa: Mafalda Simões. Teaser: Francisca Marvão e Tiago Cadete. Residência: Centro Coreográfico do Rio de Janeiro. Acolhimentos: Escola De Mulheres, ZDB/Negócio, Mala Voadora/Porto co-produção Temps d’images ’15.

 

Rua das Gaivotas 6, 29 de Julho de 2016

“Alla Prima” é um termo das artes plásticas que designa uma técnica utilizada na pintura, em que novas camadas de tinta são aplicadas sobre as anteriores, antes que as primeiras tenham secado. Desta técnica faz parte a rapidez de execução do pintor, que fixa a imagem que pinta rapidamente, resgatando para a tela mais a impressão geral do assunto que está a ser pintado, do que os pormenores do mesmo.

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crítica

Duas formas diferentes de fazer mugir a mesma vaca [O Lugar por Onde a Vaca Passou]

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O Lugar por Onde a Vaca Passou. Encenação: João Fiadeiro. Interpretação: Ana Rosa Mendes, Giovanni Lourenço, Margarida Bento, Matamba Joaquim. Cenografia: Francisco Vidal. Assistência a cenografia: Micael Costa. Design de luz: Eduardo Abdala. Figurinos: Inês Morgado. Sonoplastia: Carlos Neves. Fotografia: Magda Fernandes. Comunicação: UPF| Comunicação e Relações Públicas. Produção: Teatro GRIOT. Apoio à produção: Underground Railroad.

Teatro do Bairro, 22 de Julho de 2016

 

Concretizar uma tradução é, em parte, ser-se co-autor de um texto. Cada tradução de cada texto corresponde à leitura particular que um tradutor faz de determinada obra. Cada vocábulo escolhido, que noutra língua substitui o primeiro, compõe o entendimento que o tradutor faz sobre o texto original. À actividade de traduzir acrescenta-se ainda a necessidade de ajustar a compreensão de determinados conceitos e ideias do texto original à nova língua e contexto. Uma tradução, qualquer que seja, revela o cunho pessoal do tradutor, que pode ser mais ou menos fiel ao original. O tradutor pode optar por traduzir ipsis verbis ou pode ousar cumprir a ideia sacrificando as palavras da composição original, acção que privilegia a intenção do texto. Por isto é lugar-comum apelidar-se de “traidor” o tradutor mais ousado pois pode perverter em absoluto a intenção de determinadas frases e ideias do autor original.

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Badminton rima com Waddington [O Nosso Desporto Preferido – Presente]

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O Nosso Desporto Preferido – Presente. Texto original, encenação e espaço sonoro: Gonçalo Waddington. Assistência: Tiago Lima. Interpretação: Carla Maciel, Crista Alfaiate, Pedro Gil, Romeu Runa, Tonan Quito. Desenho de luz: Nuno Meira. Cenografia e Figurinos: Ângela Rocha. Apoio cenográfico Daniel Rocha. Coordenação de produção: Manuel Poças. Coprodução Alkantara. Teatro Municipal do Porto, TNDMII residência artística Centro Cultural do Cartaxo, O Espaço do Tempo apoio Governo de Portugal | Secretário de Estado da Cultura | DGArtes. Direcção do festival Thomas Walgrave

Sala Garrett, Teatro Nacional D. Maria II, 9 de Junho de 2016

 

No contexto do Festival de Alkantara deste ano, Gonçalo Waddington estreia a sua mais recente criação. O Nosso Desporto Preferido – Presente, foi apresentado na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II e tem Waddington como autor do texto e da encenação.

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