crítica

Visões de dentro do muro [The Adventures of White-Man]

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The Adventures of White-Man. Texto, concepção e intérprete: Paul Zaloom. Texto, dramaturgia, construção de marionetas e cenografia: Lynn Jeffries. Encenação e textos adicionais: Randee Trabitz. Técnico de vídeo: Darryl Yong. Construção do dispositivo cénico: Sandy Adams. Fotografias: Johanna Austin. Apoios: National Performance Network (NPN) Creation Fund Project co-comissionado por Flynn Performing Arts Center, Burlington, Vermont, em parceria com Dance Place in Washington, D.C.; Center for Puppetry Arts, Atlanta, Georgia; e NPN. Creation Fund é apoiado por Doris Duke Charitable Foundation, Ford Foundation e National Endowment for the Arts; Jim Henson Foundation. Agradecimentos: Lynn Jeffries, Randee Trabitz, Bread and Puppet Theater, Jim Henson Foundation, Grand Performances, National Performance Network, National Endowment for the Arts, Arnie Molina do Flynn Center em Burlington, Sandy Adams, Darryl Yong e Amanda Zaloom. Técnica: Teatro de objectos. Idioma: Inglês, com legendagem em português. Público-Alvo: +14. Duração: 50 min.

20 de Maio de 2017, Sala-estúdio do Teatro Nacional D. Maria II

FIMFA’17 – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas

Paul Zaloom é um marionetista, humorista, cineasta e performer muito conceituado, que ganhou vários prémios e importantes bolsas de apoio à criação nos Estados Unidos. A sua abordagem cómica e satírica da sociedade e política norte-americanas, a par com o seu invulgar talento, faz do seu nome uma garantia de um bom espectáculo, repleto de humor e inteligência acutilantes.

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crítica

Uma tenda, dois saltimbancos, algumas marionetas e um cão [Bêtes de Foire – Petit Théâtre de Gestes]

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Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, 13 de Maio

FIMFA 2017

Bêtes de Foire-Petit Théâtre de Gestes,  Petit Théâtre de Gestes. Concepção: Laurent Cabrol, Elsa De Witte Na pista: Laurent Cabrol, Elsa De Witte, Sokha Cenografia: Laurent Cabrol, Elsa De Witte, assistidos por Fred Sintomer Escultura das personagens: Steffie Bayer Construção das personagens: Ana Mano, Thierry Grand Criação musical: Mathias Imbert, Natacha Muet, Piéro Pépin, Eric Walspeck Desenho de som: Francis Lopez Desenho de luz: Hervé Dilé, Fabien Viviani Bancada: Fred Sintomer Agradecimentos: Antonin Bernier, Laurent Bonnard, To Quintas, Nino/Amalia/Mélinée Administração: Les Thérèses Fotografias: Lionel Pesqué, Philippe Laurençon, Vincent Muteau Produção: Bêtes de Foire – Petit Théâtre de Gestes / Association Z’Alegria Co-produção: Scène Nationale d’Albi, Derrière le Hublot, Capdenac Apoios: Drac Midi-Pyrénées, Conseil régional Midi-Pyrénées Técnica: Circo, teatro de objectos, dança e marionetas Idioma: Sem Palavras Público-Alvo: +8 Duração:60min. Em parceria com: Museu de Lisboa, Programação em Espaço Público e São Luiz Teatro Municipal Apoio à apresentação: Institut Français du Portugal, em parceria com o Institut Français em Paris, no âmbito do foco sobre a criação contemporânea francesa em 2017.

“Homem elástico, equilibristas do impossível, malabarista com três cabeças e quatro mãos” são alguns dos números excecionais anunciados à entrada da tenda de Bêtes de Foire, uma viagem em que recuamos aos circos tradicionais dos teatros de feira. Entramos nesse circo resgatado no tempo que acolhia os que pela sua desmesura e excentricidade não cabiam noutro lugar, o mesmo circo de banidos que atraiu Fellini em La strada. A arena onde se exibiam os excêntricos, figuras deformadas, capazes de proezas, rompendo com as leis da anatomia, homens elásticos, corpos monstruosos, animais domesticados. Os incríveis, os extraordinários, os espantosos, os prodigiosos, os excecionais. Todos os que escapavam à realidade, ao banal, às normas; personagens das margens, capazes de causar o maior fascínio, espanto e estranheza.

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crítica

Matrioskas de papel a atarantar [Este não é o nariz de Gogol, mas podia ser…com um toque de Jacques Prévert]

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Este não é o nariz de Gogol, mas podia ser…com um toque de Jacques Prévert, de A Tarumba – Teatro de Marionetas. Direcção artística, construção e actores-manipuladores: Luís Vieira e Rute Ribeiro Adaptação e textos: Rute Ribeiro Produção executiva: Daniela Matos Fotografias: Alípio Padilha Apoios e parcerias: Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC Estrutura Financiada por: República Portuguesa – Ministério da Cultura / DGArtes Técnica: Figuras de papel e objectos Idioma: Português Público-alvo: +8 Duração: 40 min.

Livraria Ferin, 16 de Maio, 21h

FIMFA Lx 17

Se Tarumba significa atarantar é sobretudo pelo riso irreverente e libertador que nos ajuda a despertar e a reparar por onde andamos, guiados por uma panóplia de figuras onde o nonsense e o real se misturam. Misturar parece ser aliás a divisa desta criação da Tarumba, numa manta de retalhos que joga com as formas, combinando cabeças com troncos alheios e pernas que não pertenciam a esses corpos. Combinar matérias e pensar em novas maneiras de articular e representar o corpo faz parte do caminho das suas vidas de marionetistas. Desse gosto por cadavres exquis resultou uma colagem de Gogol com Jacques Prévert, entre outras personagens que se combinam e articulam umas com as outras, em figuras de papel que se vão transformando, revelando novas formas de representação, como matrioskas que se abrem para descobrir quem mais se esconde ali.

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crítica

Fora de cena, fora de foco. Divas, vedetas e tipos normais [TEATRO DELUSIO]

Teatro Delusio

TEATRO DELUSIO, de FAMILIE FLOZ. Concepção: Paco González, Björn Leese, Hajo Schüler, Michael Vogel Intérpretes: Sebastian Kautz, Daniel Matheus, Dana Schmidt Encenação e cenografia: Michael Vogel Máscaras: Hajo Schüler Figurinos: Eliseu R. Weide Desenho de som: Dirk Schröder Desenho de luz: Reinhard Hubert Direcção de Produção: Gianni Bettucci Técnicos de luz: Sylvain Faye, Max Rux Técnicos de som: Florian Mönks, Thomas Wacker Fotografias: Gabriele Zucca, Pierre Borrasci, Simona Boccedi, Valeria Tomasulo Co-produção: Familie Flöz, Arena Berlin, Theaterhaus Stuttgart Técnica: Máscaras e marionetas Idioma: Sem palavras Público-Alvo: +8 Duração: 80 min.

Teatro Maria Matos, 11 de Maio 21h30
Espectáculo de Abertura do FIMFA 2017

Un vieux Shylock attendant, tout grimé, dans la coulisse, le moment d’entrer en scène.
Proust

Je veux passer dans la coulisse, de l’autre côté du décor, connaître enfin ce qui se cache, cela fût-il affreux.
Gide

 

Os marionetistas trabalharam durante muito tempo na penumbra, dando protagonismo às matérias e corpos fictícios que animavam, recolhidos e encaixados em castelets. Os técnicos costumam também situar-se em lugares de penumbra, entre bastidores e zonas ocultas ao público. No espectáculo Teatro Delusio que inaugurou o FIMFA 2017, os bastidores são transladados para o palco e os técnicos ocupam a cena, estreando-se como protagonistas. A ideia surgiu durante uma tournée em Itália, num dia de folga para os actores da Familie Floz em que se surpreenderam a observar os técnicos a trabalhar. Mostrar em cena o que normalmente não se vê foi a primeira motivação para este trabalho.

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recensão

Confissões de um cenógrafo

José Manuel Castanheira, O Tempo das Cerejas (Manual de sobrevivência de um cenógrafo. II volume), Casal de Cambra, Caleidoscópio, 2016, 290 pp.

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O teatro é uma arte viva, única e irrepetível que existe aqui e agora. Estas características fazem difícil o seu estudo e provocam, em muitas ocasiões, um conhecimento distorcido e incompleto da arte do teatro. No caso da cenografia encontramos maiores dificuldades: à sua natureza efémera há que acrescentar a escassa visibilidade que tradicionalmente tem a profissão do cenógrafo. É certo que nos últimos anos se está produzindo uma maior atenção por parte de teóricos e investigadores como adverte Maria Helena Serôdio:

A cenografia tem-se revelado, nestes últimos quinze anos pelo menos, como um campo artístico de crescente importância, sacralizando nomes (enquanto “autores”) e validando apreciações críticas em função do seu modo de existência, função e valor no espectáculo teatral (Serôdio,1993: 41).

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crítica

Pessoa visto de fora [Los cinco entierros de Pessoa]

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Los cinco entierros de Pessoa, de Juan Carlos Moyano. Direcção: Juan Carlos Moyano. Elenco: Mario Hernán Miranda Portilla, Carlos David Rosero Montenegro, Clara Inés Ariza Monedero, Estefanía Torres Ruge, Stephany Rugelis Charry, Yuly Esperanza Rosero Morales. Composição musical: David Díaz. Desenho de luzes: Giovanny López. Técnico de som: Jonathan Martínez Peña. Desenho de guarda-roupa e máscaras: Carlos Rojas. Direcção artística: Juan Sebastian Moyano (Sol Baltazar). Elaboração de guarda-roupa: Jacqueline Rojas Cardozo. Co-produção: Lendias d’Encantar, Teatro D’Dos (Cuba). Teatro Tierra, Colômbia.

Teatro Pax Júlia (Sala Principal), Beja, 16 de Março de 2017

FITA ’17 – Festival Internacional de Teatro do Alentejo (4ª Edição)

 

Apresentado como um “drama de heterónimos e fantasmas”, da autoria de Juan Carlos Moyano, Os cinco enterros de Pessoa inicia-se com uma suposta crise de delirium tremens que Pessoa terá sofrido na última visita que fez à sua meia-irmã, Henriqueta Madalena, pouco antes de morrer. É, portanto, num quadro de delírio antes da morte que se assiste à revisitação fragmentada de momentos-chave da sua biografia, ao seu encontro com os fantasmas da avó Dionísia, da tia Anica e de sua mãe, bem como a uma série de diálogos entre Pessoa ortónimo e heterónimos e a momentos concretos da história de Portugal que, juntamente com uma breve incursão pelo sebastianismo e ocultismo, tentam caracterizar, ainda que de forma um pouco superficial, o complexo universo pessoano. Este espectáculo, inspirado pelo poema Los cinco entierros de Pessoa de Juan Manuel Roca, pretende ser uma porta de entrada para a obra e vida do poeta, recorrendo a um desfilar de personagens – Pessoa, Reis, Caeiro, Campos, Bernardo Soares, Alexander Search, Ofélia, entre outros…– que culmina no enterro múltiplo e conjunto de Fernando Pessoa e seus heterónimos.

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APCT

PRÉMIO DA CRÍTICA 2016

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Realiza-se no próximo dia 7 de Abril, sexta-feira, às 19h00 no Átrio do Teatro Nacional D. Maria II a entrega do Prémio da Crítica e das Menções Especiais relativas ao teatro que se fez em Portugal no ano de 2016.

Júri: João Carneiro | Helena Simões | Gonçalo Frota | Francesca Rayner | Maria Helena Serôdio

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