crítica

A “grande viagem” [Me llamo Suleimán]

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Me llamo Suleimán. Texto: Antonio Lozano. Encenação: Mario Veja. Interpretação: Marta Viera. Director de audiovisual: Juan Carlos Cruz. Desenhadores de audiovisual: Marga Turnbull, Mariano Romero. Animadores: María Dolores Abujas, Elvis Pedro Nsue. Desenho de luzes e coordenação técnica: Tomás Charte. Direcção de arte: Elena Gonca. Música: Salif Keita. Social Media, Web e RRSS: Héctor Muñoz. Comunicação e imprensa: Paco Medina. Design gráfico: unahoramenos. Fotografia: Tere Ruano. Assistência e construção de cenografia: Raquel Santana, Pepe Juan. Produção executiva: Pedro Carballido. Produção: unahoramenos producciones SL. Coprodução: Ayuntamiento de Agüimes.

Pax Julia – Sala Principal, 12 de Março de 2016

3ª edição do FITA – Festival Internacional de Teatro do Alentejo

Num momento em que a Europa atravessa a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial e vive um período complexo relativamente ao possível encerramento das suas fronteiras, o FITA 2016 encerra a programação de Beja com um espectáculo sobre as grandes migrações de africanos que fogem das suas nações fustigadas por guerras, conflitos, fome, intolerância religiosa, mudanças climáticas extremas e violações de direitos humanos. Estes migrantes são vítimas de uma acção massiva de intimidação, violência e opressão executadas por grupos que controlam o tráfico ilegal e exploram a sua vulnerabilidade.

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crítica

A dessacralização de um clássico [Otelo]

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Otelo, o Mouro de Veneza. Adaptação e Direcção: Jaime Lorca, Teresita Iacobelli e Christian Ortega. Intérpretes: Nicole Espinoza e Jaime Lorca. Assessoria Artística: Eduardo Jiménez. Música Original: Juan Salinas. Figurinos: Loreto monsalve. Desenho de Luz: Tito Velásquez. Sonoplastia: Gonzalo Aylwin. Fotografia: Rafael Arenas-Sandra Zea. Cartaz: Hugo Covarrubias. Produção: Viajeinmóvil.

Teatro Pax Julia – Sala-estúdio, Beja, 11 de Março de 2016

 3ª edição do FITA – Festival Internacional de Teatro do Alentejo

O penúltimo espectáculo apresentado em Beja, foi trazido do Chile pela companhia Viajeinmóvil. Esta versão de Othello reduz o drama ao núcleo de manipulação, intriga, ciúme e morte que gravita em torno das únicas cinco personagens que sobreviveram ao trabalho de adaptação levado a cabo por Jaime Lorca, Teresita Iacobelli e Christian Ortega (Cássio, Iago, Emília, Desdémona e Otelo). Esta obra, apresentada em Portugal pela primeira vez na temporada de 2014 do TNDMII, em parceria com o Programa Gulbenkian Próximo Futuro, foi o grande espectáculo da terceira edição do Festival Internacional de Teatro do Alentejo.

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Geração hashtag [SAY HELLO para o futuro]

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SAY HELLO para o futuro. Texto: Criação colectiva. Direcção: Felipe Martinez. Interpretação: Aline Ribeiro, André Galarça, Juliet Castaldello, Luiza De Rossi. Produção audiovisual: Gustavo Martinez e Maurício Fanfa. Cenografia: Cristiano Bittencourt. Figurino: Andersen Martins. Costureira: Tânia Galarça. Soluções tecnológicas: Lucas Guillande. Iluminação: Rafael Jacinto. Sonoplastia: Vinicius Bertolo. Colaboração: Bruno Medeiros, Geison Sommer, Marcele Nascimento, Janaina Castaldello, Entalier, Latino America Comunicação. Produção: Teatro Por Que Não?

Pax Julia – Sala Principal, 10 de Março de 2016

3ª edição do FITA – Festival de Internacional de Teatro do Alentejo

SAY HELLO para o futuro é um espectáculo do grupo Teatro Por Que Não?, de Santa Maria – Rio Grande do Sul, que teve sua estreia no dia 1 de Março de 2015, no Espaço Cultural Victorio Faccin,  e é agora apresentado no 6º dia do FITA.

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Retrato de um povo ameaçado [Jacinto y Nicolasa]

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Jacinto y Nicolasa. Autoria: Camila Villegas. Interpretação: Olivia Lagunas, Bernardo Velasco. Encenação: Alberto Lomnitz. Produção: Teatro de Babel – Dramafest.

Teatro Pax Julia – Sala-estúdio, Beja, 5 de Março de 2016

3ª edição do FITA – Festival Internacional de Teatro do Alentejo

 

   Somos producto de 500 años de luchas: primero contra la esclavitud, en la guerra de Independencia contra España encabezada por los insurgentes, después por evitar ser absorbidos por el expansionismo norteamericano, luego por promulgar nuestra Constitución y expulsar al Imperio Francés de nuestro suelo, después la dictadura porfirista nos negó la aplicación justa de leyes de Reforma y el pueblo se rebeló formando sus propios líderes, surgieron Villa y Zapata, hombres pobres como nosotros a los que se nos ha negado la preparación más elemental para así poder utilizarnos como carne de cañón y saquear las riquezas de nuestra patria sin importarles que estemos muriendo de hambre y enfermedades curables, sin inmortales que no tengamos nada, absolutamente nada, ni un techo digno, ni tierra, ni trabajo, ni salud, ni alimentación, ni educación, sin tener derecho a elegir libre y democráticamente a nuestras autoridades, sin independencia de los extranjeros, sin paz ni justicia para nosotros y nuestros hijos.

Comandancia General del EZLN
Año de 1993

A companhia mexicana Teatro de Babel apresentou, na sala estúdio do Pax Julia, um espectáculo essencialmente narrativo, da autoria de Camila Villegas, assente no cruzamento de duas histórias apresentadas em simultâneo, que decorrem em lugares distintos da Serra de Tarahumara, no estado de Chihuahua, México: “As segundas-feiras de Jacinto” e “O sonho de Nicolasa”. Os protagonistas destas duas histórias são Rarámuri, povo nativo daquela região, que partilham as suas incursões kafkianas pelo sistema judicial mexicano e a luta pela sobrevivência da sua comunidade, ameaçada pelo narcotráfico, a pobreza e a marginalização.

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No limiar da loucura [A veces grito]

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A veces grito. Texto: Freddy Ginebra. Interpretação: Alejandro Vasquez. Encenação, desenho de luzes, sonoplastia, cenografia e figurinos: Raúl Martín. Assistente de Encenação: Rey Trujillo. Produção: Casa de Teatro.

Sala Estúdio – Pax Julia, 4 de Março de 2016

3ª edição do FITA – Festival Internacional de Teatro do Alentejo

O espectáculo vindo da República Dominicana pela mão da companhia da Casa de Teatro é um monólogo da autoria do conhecido escritor dominicano Freddy Ginebra, estreado em Fevereiro de 2011 e resultado de um complexo esforço de parceria entre o autor, o encenador cubano Raúl Martín e o actor colombiano Alejandro Vasquez. Freddy, para além de escritor, é o programador e gestor cultural da Casa de Teatro que alberga iniciativas de todas as áreas criativas, do teatro às artes plásticas, passando pela fotografia, dança e música, tanto na sua vertente educativa como no âmbito da criação artística.

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Elegia [Talvez eu me despeça]

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Talvez eu me despeça. Concepção: Beatriz França, Ludmilla Ramalho. Direcção: Ludmilla Ramalho. Atriz/performer: Beatriz França. Dramaturgia: Daniel Toledo. Pesquisa dramatúrgica: Beatriz França, Daniel Toledo. Instalação cenográfica: Ana Luísa Santos. Figurino: Ana Luísa Santos. Composição de imagens electrónicas: Carlosmagno Rodrigues. Iluminação: Leonardo Pavanello. Trilha sonora: Patrícia Bizzotto e Barulhista. Direcção de movimento: Christina Fornaciari. Preparação corporal: Christina Fornaciari, Guilherme Morais. Preparação vocal: Amanda Prates. Professor de arte marcial chinesa: Thiago Borges. Coordenação: Nando Motta, Ludmilla Ramalho. Produção: Beatriz França, Ludmilla Ramalho, Nando Motta. Realização: Cia Afeta.

Teatro Pax Julia – Sala Principal, Beja, 3 de Março de 2016

3ª edição do FITA – Festival Internacional de Teatro do Alentejo

No segundo dia do Festival Internacional de Teatro do Alentejo [FITA], o palco da Sala Principal do Pax Julia acolheu a Cia Afeta, oriunda de Belo Horizonte, no Brasil, com o espectáculo Talvez eu me despeça. Esta criação de Beatriz França e Ludmilla Ramalho, foi estreada na temporada de 2014 da Funarte MG [Minas Gerais], no Galpão 3, e integrou o projecto “Ocupação 3.0 – De Lá pra Cá”, fruto de uma parceria da Cia. Drástica de Artes Cênicas com UMA Companhia.

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“Nem traidor, nem herói” [No limite da dor]

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No limite da dor. Texto: a partir do livro No limite da dor, de Ana Aranha e Carlos Ademar. Encenação: Júlio César Ramirez. Interpretação: Ana Ademar, António Revez. Cenografia: Júlio César Ramirez. Figurinos, grafismo e fotografia: Ana Rodrigues. Banda sonora: João Nunes, com a participação Fernando Pardal. Desenho de luz e Sonoplastia: Ivan Castro. Operação de luz e som: Ivan Castro. Construção de cenário: Ivan Castro e Ana Rodrigues. Produção executiva: Rafael Costa.

Teatro Pax Julia – Sala Estúdio, Beja, 2 de Março de 2016

3ª edição do FITA – Festival Internacional de Teatro do Alentejo

Em 2016, o FITA arranca em nome próprio. É com uma produção das Lendias d’Encantar, a estrutura que produz o festival, que se inicia esta iniciativa que traz, difunde e celebra o teatro no Alentejo. Apresentado agora numa nova versão, No limite da dor foi criado em 2014 e estreado em Maio do mesmo ano no Cine Granadeiro, em Grândola.

O espectáculo é concebido a partir do livro homónimo da autoria de Ana Aranha e Carlos Ademar que é o resultado de um programa de rádio da Antena 1 de entrevistas a presos políticos torturados pela PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado) durante o Estado Novo.

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